terça-feira, 11 de junho de 2013

Coisas dos dias de hoje



Sei por familiares e amigos próximos, que hoje em dia para alguns rapazes, basta isto. Provocar, mostrar disponibilidade e um corpo minimamente apresentável, e que também saiba dizer algumas palavras, porque frases complexas dispensam-se que isso só complica o processo e se falarem sabem que nem a provocações lhes valem (viva o auto-conhecimento). Minimamente basta, não interessam pintas ou sinais em sítios estranhos(para ti amiguinho P), expressões rudes e pouco amistosas, muito menos a inteligência, ou quer dizer a falta dela, não interessam os valores e princípios trocados (ou será que para os dias que correm estão no lugar certo?) e tão-pouco a maturidade que isso é uma chatice e complica também o processo de comunicação e isso não é o que se quer. E o sentido de humor? Ah esse quer-se básico, sem ironias que isso também dá trabalho a construir, umas "caralhadas" e umas piadas feitas bastam! Quer-se fácil, aceitável e para ontem. Não interessa nada para além da disponibilidade e a facilidade com que se predispõem a determinadas tipos de diálogos. Tendo em conta que as frases complexas não são o seu forte, está-se mesmo a ver que tipo de dialogo acontece - um dialogo mais físico e pobre digamos. Mas este também é importante. Mas sem frases complexas e cultura para desenvolver e desafiar o outro, com um dialogo físico fácil (quem não gosta de um mistério ou um desafio?) o que fica depois desses diálogos? que memórias? uma pinta ou sinal num sitio estranho, uma cara rude e um cabelo desgrenhado. Consigo imaginar as conversas um dia mais tarde, tão vazias quanto os seus diálogos físicos cheios de nada e com pouco para recordar.

Será algo do género :
- Olha lembraste de quando fomos ao sitio X?
- Naquele em que também dialogamos?
- Acho que sim e que até ficaste de trombas. Mas isso não acontece sempre?
- O quê? o dialogo ou as trombas?
- As duas.
E riem-se os dois como se tivessem feito ao maior loucura de sempre, quando não se lembram de sítios nem momentos diferentes. O que não sabem é que se riem do vazio que sentem para não deprimirem ao pensarem que a vida se resume basicamente ao pobre do dialogo. Mas depois claro que ficou de trombas, porque se não não era a mesma coisa e nem ia sentir-se importante por ignora-lo. Porque pessoas assim, não lhes basta olhar ao espelho, ouvir um elogio para se sentirem bem, precisam que corram atrás delas, mas não muito porque ser exigente dá trabalho e requer inteligência. Mas isso é porque sabem o valor que no fundo têm, porque se exigem muito nem os diálogos lhe valem. O auto-conhecimento é uma coisa do caraças...

Mas eu pergunto, são as mulheres de hoje em dia (há muitas excepções) "fáceis" e disponíveis ou serão os homens pouco exigentes e que têm os critérios de aceitação de uma mulher muito em baixo?
Eu estou a tentar observar para ter uma opinião!

Não sei se já disse, mas o auto-conhecimento é fenomenal!

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