domingo, 28 de julho de 2013

Desabafo


Encontrei esta imagem num facebook de uma amiga. E gostei. Gostei muito. E identifiquei-me muito com a parte "é querer proteger o outro de qualquer mal", isto é tão verdade. Já o disse. Já disse "queria-te proteger como se fosses um bebé e não deixar nada de mal te acontecer". E era verdade. E continua a ser. E sempre assim será porque "o amor não é sempre entendimento, mas a busca dele. O amor é uma tentativa eterna". Não poderia concordar mais, porque se for fugaz, efémero ou temporário, não é definitivamente amor.
Este pequeno texto está simplesmente perfeito!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Da minha (falta) de paciência

Há coisas que me dão cabo dos nervos. Que fazem subir em mim uma tensão, uma vontade de começar a gritar com toda gente e perguntar "mas vocês não estão a perceber mesmo?". E eu que até me considero uma pessoa calma e serena. Mas quando explico uma coisa duas, três, quatro vezes, a minha paciência decide que é melhor ir pregar a outras freguesias e abandona-me. Essa estúpida, podia ser mais persistente comigo e ficar a fazer-me companhia quando preciso dela. Mas ela parece que tem vontade própria e tira folgas sem me pedir autorização. Eu penso que tenho que a controlar e manter-lhe a rédea curta, que é como quem diz, tenho que a manter junto de mim para que em troca da paciência venham problemas. Paciência de férias, significa problemas a full time. E como vou pagar a estes dois operários que me fazem querer gritar com toda gente? E um deles veio trabalhar sem anúncio prévio ou entrevista- os problemas. É que depois ainda tenho que pagar indemnizações pelos gritos e o saldo não fica de todo positivo. O melhor é manter ou a paciência por perto ou a minha pessoa longe de gente que me enerva profundamente.

Essas ditas pessoas, não sei se não percebem ou não querem perceber. Essas pessoas parecem que ficaram no tempo dos dinossauros e não entendem coisas que hoje em dia são normais. Essas pessoas não querem assumir os problemas e depois mascaram/camuflam os problemas com preconceitos do século passado. E se eu disser que isso já não é assim, porque não é mesmo, não é algo que falo de cor ou para não estar calada, é algo que está escrito cientificamente e cada vez é mais aceite, as pessoas olham para mim como se eu fosse um ave rara, um habitante de outro planeta ou que bati com a cabeça em algum sitio e os hemisférios trocaram de lado e as sinapses ficaram interrompidas como se houvesse um engarrafamento em hora de ponta. Incomoda-me solenemente quando eu tenho a certeza de uma coisa e tento defender calmamente e as pessoas calam-se para não serem mal-educadas e ficam a olhar para mim com ar "coitada, é melhor deixa-la falar, que não sabe o que diz. Se contrariamos ela não se cala" Pois, não me calo mesmo. Pelo menos, ate a minha paciência ir de férias. Sou chata e persistente, no entanto, lá acabo por desistir e pensar que melhor que me ignorem e me achem estranha do que ser ignorante e recusar perceber as coisas como elas são. Mas se eu estou errada, na opinião infundada delas, porque não contra-argumentam? Isso irrita-me. Não é por mal, mas gosto que as pessoas me expliquem porque acham que estou errada, porquê que elas estão certas. Não é errado isto pois não? E isto, é quando eu tenho a certeza que tenho razão em determinado assunto, porque há outras situações em que me passo completamente sem razão, mas em que a discussão não é um tema ou assunto de senso comum, mas sim algo pessoal, aí tenho noção que mesmo sem razão, posso exagerar. Ó preguiçosa paciência, volta se não eu fico tipo vulcão a entrar em erupção!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

...


Há simplesmente coisas que sabemos que serão para sempre. Por mais mil anos. São poucas as certezas que podemos ter assim. Mas é certo, que será por mais mil anos. 



domingo, 21 de julho de 2013

Coisas...

Fico feliz com pouco. Muito pouco. Há coisas que me reconfortam e me fazem feliz tão facilmente.



Despedidas que demoram. Em que alguém volta atrás


Aceitar as diferenças e rir com elas e delas. Achar-lhe piada.


Miminhos...




E mais miminhos!




=)



Sem dúvida, o que eu mais adoro. Comer e ver filmes ou séries. Então comer piza, chocolate, gomas ou batatas fritas a ver um filme com boa companhia, é perfeito!


São, todas estas coisas e outras "pequenas" coisas que me fazem feliz! Isto tudo, com as pessoas certas do meu lado. Porque são as pessoas que no fundo importam e fazem com que os momentos sejam especiais e divertidos. Com isto, fui e sou feliz!

I hate to go...









O adeus vem de dentro. Não é dizer apenas. Dizer é fácil, demasiado fácil nos tempos que correm, porque o adeus que não é sentido por quem o diz, é quase um desabafo de que basta mas que não é definitivo. Um verdadeiro adeus, a despedida tem que ser sentida como quando se sente saudades de alguém, como sentir um friozinho que não sabemos bem de onde vem. As saudades, essas gajas agridoces são consequência, por vezes, do adeus. A despedida tem várias consequências, em nós e nos outros, como em todas as atitudes que temos, embora não nos lembremos disso na maioria das situações.

Hoje disse adeus. Não sei se o senti, mas mesmo sentindo algo próximo disso, sei que não é definitivo. Mas é um adeus definitivo à pessoa que eu era com quem me despedi. Porque o adeus não tem que ser feito apenas a pessoas ou a coisas, pode ser a nós próprios. Nunca mais serei a mesma. A dor e a mágoa transformam-nos. Hoje fui transformada porque assim o quiseram. Sei que me despedi, disse adeus e até sempre, desejei felicidades e fui sincera. Mas tenho noção que não sou pessoa de guardar ressentimentos, depois dos problemas falados e muito bem falados e de fazer todas as questões, sou pessoa para não mudar, para continuar igual e não alterar o meu comportamento. Sou ate capaz de esquecer a minha mágoa e tentar reconfortar quem me magoa se eu achar que se sente mal com o que fez. Não sou forte. Não ignoro o sofrimento dos outros, talvez ignore o meu mais facilmente, e isto não é definitivamente bom em determinadas alturas.

Por isso, não sei se foi definitivo, se quero que seja. Mas sei que fui desrespeitada. Sei que não tiveram por mim a mesma consideração que eu teria. Posto isto, há que me despedir e reformular a maneira como reajo com a pessoa em questão e isso tem que ser definitivamente, porque mudar temporariamente já mudei tantas vezes que lhe perdi a conta. E nisto, tenho que ser mais assertiva e guardar um bocadinho de mágoa durante algum tempo, o tempo que demore a habituar-me à ideia que essa pessoa não tem por mim a consideração e o respeito que eu lhe tenho. E, sem dúvida, que deveria ter. Mas se não tem, também não terá mais de mim aquilo que teve ate hoje - amizade, presença permanente, ajuda, palavras de força e compreensão, momentos de risos e cumplicidade, momentos de estupidez e momentos sérios. Poderá contar comigo caso precise e sempre assim será. Mas só isso. O problema, é eu ter a certeza que precisa mais do que realmente pensa, acho que até se pode dizer que precisa sempre (e não, não falo de dependência) só que a pessoa não sabe ou ainda não teve tempo nem espaço para perceber. Porque eu, nunca lhe guardei qualquer tipo de mágoa e portanto nunca sentiu a minha falta tendo em conta a pessoa que sou e o que faço, porque fiz sempre sem qualquer alteração. Mas hoje, disse adeus. Hoje, senti que tinha um limite. Hoje, transformei-me. Só e apenas, porque a dor e a mágoa transforma. Então, adeus aquilo que eu sou com esse alguém.

(Ainda assim, AAB!)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

E tudo se recompõe!

Por vezes andamos, corremos, pulamos, voltamos a correr, tentamos ganhar folgo e paramos; depois voltamos a correr como se não houvesse qualquer esforço da nossa parte, como se as pernas não doessem nem o peso se começasse a sentir. Corremos, corremos, ora mais devagar, ora com mais velocidade. Não conhecemos o caminho, não conseguimos ver para além do horizonte nem ver depois das curvas. Só sabemos que o caminho tem buracos, poças de água ou lama, pedras e paralelos. Corremos por nós, pelos outros ou sem sabermos ao correr pelos outros estamos a correr contra nós. Respiramos, ganhamos força e deixamos o peso desaparecer. Ás vezes parece só que andamos em círculos, não vemos objectivos serem alcançados. Mas hoje, sei que corri e cansei-me, corri contra mim mas sempre por mim. Custou, doeu, pensei em desistir. Mas  posso afirmar com a maior certeza que consegui, que valeu a pena e valeu todos os nervos e ansiedades. O esforço compensa, sem sombra de dúvida. Por vezes, ficar para trás na corrida que é a vida, não quer dizer ficar literalmente para trás, significa que estamos a ganhar tempo para nos recompormos dos obstáculos passados e ganhar força para enfrentarmos e lutarmos pelas metas que estão para vir. Isto para dizer que consegui, estou a um passo de estar em Mestrado daquele que é o curso que eu sempre quis. Valeu a pena!!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não quero

Não quero crescer, mas também não quero ficar sempre na mesma. Não quero não ter histórias para contar. Não quero ser chata. Não quero que a minha história não se resuma a nada. Não quero que as minhas amigas emigrem. Não quero que a minha marca seja negativa em algumas pessoas. Não quero ter rancor de ninguém. Não quero só pensar em mim. Não ser uma adulta revoltada e magoada. Não quero ser impaciente. Não quero ter vontade de esganar alguém. Não quero ter falta de amor próprio. Não quero comer cenoura cozida. Não quero dias de tempestade e chuva. Não quero fugir às decisões. Não quero ser inculta. Não quero pensar só nos outros, mas também não quero pensar só em mim. Não quero ter medo de ir. Mas também não quero dizer que não tive a coragem de ficar. Não quero apanhar escaldões. Não quero mudar, mas não quero estar como estou. Não quero falar demais. Não quero praia com nevoeiro e/ou vento. Não quero ser recordada como uma interrogação. Não quero deixar nenhum livro a meio. Não quero ser demasiado observadora. Não quero conversas inúteis. Não quero que as calças à boca de sino entrem na moda. Não quero "amizades" falsas nem preocupações dissimuladas. Não quero ter que estacionar em sítios complicados. Não quero discussões. Não quero ilusões. Não quero que as noticias sobre a conjuntura politica sejam sempre iguais - nada de novo e uma grande porcaria. Não quero esperanças. Não quero a realidade. Não quero perceber o que percebo. Não quero ver o que há para ver. Não quero insistir mas também não quero desistir. Não quero não ter memória de coisas boas. Não quero ter memória de coisas más. Não quero cruzar-me com más pessoas. Não quero tornar-me coleccionadora de nada. Não quero discutir. Não quero ter pensamentos negativos. Não quero ter medos. Não quero dias de muita chuva. Não quero ficar farta de pessoas. Não quero ideias/opiniões politicamente correctas. Não quero que o raio das riscas continuem na moda. Não quero ser enganada. Não quero dormir nunca com almofada. Não quero nunca me tornar maníaca das dietas. Não quero que me mostrem o que não são. Não quero comer arroz de favas. Não quero falar e falar e não deixar os outros participar. Não quero ter que viver num apartamento. Não quero ser viciada em tecnologia e afins. Não quero ver pessoas que não gosto em dias maus. Não quero ficar muito tempo sem ver pessoas que gosto. Não quero um dia ter que dizer que fui fraca. Não quero ter apenas isto para contar um dia mais tarde!


Sei o que não quero. Sei que tenho que virar a vida de pernas para o ar ás vezes. Sei que a vida é tudo o que escrevi, tem muitas coisas que não quero e outras que quero. Mas sei que apesar de saber o que não quero... quero muito viver!!!

terça-feira, 16 de julho de 2013

A marca do R.


Hoje, falei com um sorriso, sobre um amigo. Com a mãe dele. Seria algo muito normal se esse meu amigo não tivesse falecido há cerca de 3 anos, duas semanas antes de completar 20 anos. Falei das suas traquinices, do anjo que ele tirou de casa para me oferecer na minha festa de anos, aquela que ele saiu às escondidas de casa porque estava de castigo. Falamos de quando ele me ia chamar a casa à hora de almoço para irmos juntos para a escola e as conversas que tínhamos ao portão. Falamos como ele andava a planear a festa dos seus 20 anos. Lembramos como ele era de sorriso fácil e era dos pouco que falava, passados anos, para toda gente da turma do liceu. Foi bom falar e relembra. Foi horrível presenciar o sofrimento daquela mãe. E eu que evitava falar com ela, dizia apenas olá ou bom dia, com medo de não saber que dizer. 
Depois desta conversa só me apetece dizer "foda-se a vida é tão curta". É o que toda gente diz, é usual ouvir isto, mas nem sempre sentimos isto. É uma frase feita mas nem sempre nos lembramos do quanto isto pode ser verdade. E hoje, eu relembrei que a vida é puta, cruel e que pode acabar hoje, amanhã ou quem sabe na próxima semana. Na vida nem tudo é mau, há tantas coisas boas. A morte é uma característica da vida, faz parte dela. E no meio do sofrimento que assisti, foi tão bom falar dele, foi tão bom ter coisas para lembrar, foi bom sentir saudades. Foi bom ter feito parte da minha vida e deixar-me a sua marca. Obrigada R. (:


segunda-feira, 15 de julho de 2013

A aventura de nos carregarmos



Nós carregamos um coração, os sentimentos. Carregamos com força e coragem. Determinação até. Nós sabemos para onde o queremos carregar. Queremos levar connosco, em todo o nosso caminho até que a vida o permita. Ou até que as forças se esgotem. Se não se esgotarem e a vida permitir, ate pode ser para sempre. Queremos ter a certeza que aquele coração foi levado ate ao limite, que fizemos tudo o que podíamos com ele, que o levamos a todos os lugares que conhecíamos. Mostrando o lugar mais sagrado do mundo - nós próprios. Mostramos todo um mundo novo ao coração e com ele construirmos um novo mundo, o nosso novo mundo, aquele que vamos percorrendo e conhecendo na companhia do coração. Novo, porque sem ele o mundo seria visto de outra forma, de uma forma mais desenxabida, com menos coração e mais agilidade em caminhar. Mas para quê a agilidade de quem caminha sozinho, ou seja, sem companhia do coração. 
Transportar um coração não é fácil. Requer paciência e força. Coragem para enfrentar as consequências de carregar um coração connosco. Saber que se cairmos, o coração pode cair e magoar-se, e aí temos que que nos levantar, por vezes com mazelas, olharmos para o coração caído no chão e buscar nesse olhar a vontade e força para o voltar a erguer e tratar como se fizesse parte de nós. Se essa coragem não existir, então a queda foi a maneira da vida dizer que não vai permitir mais levarmos esse coração connosco, ou pelo menos da forma que ate aí ele era. Pode ter perdido algumas partes, como se ficasse amputado, mas que no decorrer do caminho vai sendo curado, cicatrizando e (re)nascem as peças que ate então estavam perdidas. Transportar os sentimentos e o coração é uma constante reconstrução. Reconstruimos peças do coração, reconstruimos pedaços de nós. Nós somos no fundo o coração que carregamos e a nosso história em conjunto.
Deixar as partes para trás, é deixar um bocadinho de nós, mas é dar a oportunidade de deixarmos um espaço, que inicialmente é uma cicatriz, a ser preenchido. Podemos voltar ao sítio onde deixamos aquele pedaço, porque na vida há retrocessos e há caminhos que são circulares, e podemos portanto encontrar aquele dito pedaço com muito melhor aspecto e que ate pode combinar muito melhor com as novos tons do nosso coração (sem cicatrizes) e voltar a ficar em sintonia. Nós e aquele que afinal continua a ser um pedaço de nós. Só temos que o reintegrar, com coragem. Se assim não for, somos de qualquer forma um coração preenchido, cheio de história e com caminhos a percorrer. Colhendo novos pedaços e por vezes deixamos cair outros. Mas assim nos formamos constantemente. Assim carregamos um coração - com coragem e determinação. Carregar um coração é uma aventura... Viver e ser é carregar um coração, o nosso!


Carta à pessoa que gostava de ter conhecido



Olá Sr. J.

Sei que não me conhece pessoalmente. Não fomos apresentados formalmente, como manda a tradição. Com muita pena minha. Mas tenho para mim que já ouvimos falar um do outro e por isso conhecemos algumas características um do outro. Gostava de poder confirmar aquilo que me dizem. Ver se as suas mãos eram realmente como me descreveram, se o seu sorriso corresponde ao que me contam, se era tão preocupado como contam. Gostava de me ter sentado consigo à mesa e ouvir histórias do "nosso amigo" e suas traquinices e a irmã dele, gostava de ter tido a oportunidade de ouvir os conhecimentos e aprendizagens como os que só um Homem de família com história e dedicação pura tem. Gostava tanto de o ter conhecido e poder ouvi-lo, poder perceber que o que me contam é verdade. Não que não confie, mas poder ver com os meus olhos e poder assistir à sua dedicação seria para mim um privilégio. Já é para mim um privilégio conhecer a sua família. Tenho a dizer-lhe que deixou um grande e valioso legado. Felicito-o por isso.
Quando me falam de si, tento imaginar como seria, tento assimilar todos os pormenores para eu própria construir uma opinião de si. Adoro observar as expressões das pessoas quando me falam de si, é um misto de alegria por ter acontecido e uma certa tristeza por não poder voltar a acontecer. Sorriem com lágrimas nos olhos. Mas sorriem mais. Sabe que deixou as pessoas mais cheias e melhores com as boas memórias que lhes proporcionou? Pois, acho que sabe. Daí consegue ver. Consegue ver o quanto são orgulhosos de si e o carinho com que falam. Não podia ser de outra maneira. Tenho de si a melhor imagem, a imagem de um verdadeiro avô, daqueles que se vê nos filmes, daqueles que eu nunca tive. Daquele que dão colo e contam histórias, que dão mimo e chapéus de chuva de chocolate e ensinam lenga-lengas aos netos. Sim, um verdadeiro avô.
Peço desculpa por ter falado algumas vezes no seu nome. Foi só uma forma de chamar o nosso amiguinho à atenção, ele que o tem como exemplo, o maior exemplo até. Foi ele que me falou mais de si. Foi a forma de o por a pensar como poderia não estar a orgulhar-se dele, dele pensar no legado que lhe deixou e a educação que lhe deu, bem como os valores que lhe transmitiu. Era só para o relembrar de onde veio e o que lhe foi ensinado e assim ponderar melhorar as suas atitudes. Sei que um dia se poderá lembrar, porque quero acreditar que tão valiosos valores não foram esquecidos nem serão ignorados. Conto consigo para isto.
Não sei o que lhe foram falando de mim. Talvez nos pudéssemos ter dado bem. No fundo, acho que ia gostar de mim. Mas por fim, quero lhe dizer que apesar dos meus erros, tentei fazer o meu melhor, tentei tratar toda gente da melhor maneira, com educação e tendo a humildade sempre presente. Tentei aprender com o que me contavam e escutar tudo atentamente. Fiz o meu melhor e continuarei a fazer. Se calhar vou conhecendo-o, porque a melhor maneira de o conhecer é ver a marca que deixou. E esta está mais que entranhada e mais que presente. Obrigada por isso. Obrigada por ter tornado as pessoas que se cruzaram no meu caminho, pessoas melhores e que me fizeram sentir feliz. E isso conseguiram, porque aprenderam com o melhor.
Conto consigo.
Cacatua



Aquece-me o coração

Tenho duas pequenas criaturas que me fazem sorrir todos os dias. Sim, também me dão cabo dos nervos. Tem dias. Essas pequenas criaturas são os meus sobrinhos, o R. e a R. Pois, têm a mesma inicial do nome. Eles são amorosos, têm um sorriso que me derrete. O R. é mais velho, tem quase 8 anos e a R. nem 1 ano tem. Por vezes tenho que ficar com eles. Mandar o pestinha comer, manda-lo sair do computador, brincar com ele. Adormecer a princesa, dar-lhe água, mudar fraldas e dar a papa. E o que eu gosto destas coisas... Só não gosto de ter que chamar o R. muitas vezes a atenção, mas está a melhorar.
Encanta-me especialmente a atitude do R. perante a prima. Ele é super cuidadoso e preocupado. Ainda me lembro no primeiro dia que a viu, ele quase envergonhado perante aquele pequeno ser, foi-lhe tocando levemente na cara a medo. Depois uns meses, comecei a cantar para ela e disse para ele cantar comigo e ele não queria, tinha vergonha. Parecia que ela o ia avaliar e ele podia falhar em frente à prima. Eu convenci-o dizendo que ao cantar a R. ia se lembrar dele e quando fosse crescida ia dizer que o primo era mesmo fixe porque cantava e brincava com ela. Cantamos e ela ria-se, mexia entusiasticamente as pernas e fixou o olhar nele. Ele percebeu que ela tinha gostado e sentiu-se orgulhoso da sua prestação.
Hoje, passados cerca de 2 meses desta ultima cena, o R. pediu-me um brinquedo que bate palmas que estava na estante da cozinha. Um brinquedinho que me tinha saído no happy meal. Eu disse que ele podia ficar com ele. Quando ele viu que o boneco batia palmas disse:
- Ó tia, acho que não quero este brinquedo. Ele pode ficar para a R. Assim podemos ensina-la a bater palminhas, não achas?
Eu sorri e respondi que era boa ideia.
- Assim quando ela vier para aqui ensinamos a R. a bater palmas e cantamos-lhe aquela canção das galinhas e no fim pomos o boneco a bater palmas.

E o que eu fiquei contente ao ver que ele se lembrou da prima e não foi egoísta? Que imaginou o que podia fazer com ela? Estas coisas são o suficiente para me alegrar o dia, sem dúvida!

Uma boa semana :)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Para ti, minha B.

Sei que te vais sentir importante ao leres isto. Mas tens razão para o sentires. Porque realmente o és. Mais do que pensas, mas do que te consideras. Mas não para mim. Aliás, não apenas para mim. E um dia vais perceber isso. Um dia...
Neste momento, por mais paneleiro e lamechas que isto pareça, sinto-te como uma criança, sinto-te como fosses um bocadinho de mim (porque sei tão bem o que estás a sentir). Sinto que te quero proteger, pegar em ti ao colo e não deixar nada de mal acontecer-te. Quero avisar-te, gritar-te "não vás por aí". Mas como o poeta diz "só vou por onde me levam meus próprios passos". E tu tens que dar esses teus passos, caminhar e fazer escolhas. As tuas escolhas, o teu caminho. O caminho não é cor-de-rosa como as tuas bochechas, o céu nem sempre é azul como os teus olhos. Pode ser cinzento, por vezes vai chover, mas quando chover tens que encontrar o sol por entre as nuvens. Tenta só imagina-lo e tudo te vai parecer um pouco menos cinzento, tenta ver formas nas nuvens, tenta imaginar-te andar sobre elas. E de menos cinzento (uma visão ainda pessimista), o céu vai passar a parecer-te mais iluminado. E sem dares conta, a tempestade passou, o vento acalmou e o mar bate calmamente na areia. Eu queria muito que chegasses ao teu destino sem te magoares, sem doer, sem lágrimas. Só com a tua gargalhada estridente como banda sonora do teu percurso. Mas isso não pode ser, não está certo. O caminho é mais importante que o destino final. Se não passares por ele como vais saborear o que de bom está para vir?
Não posso impedir-te de fazeres o caminho, nem posso evitar a tua dor. Não posso! E se calhar não quero. Porque tens que seguir os teus próprios passos. Mas posso ajudar-te a tentar ver as formas nas nuvens e a procurar o sol por detrás delas. Posso dar-te a mão e ajudar-te no caminho. Isso posso e com isso tu podes contar!
Tu vais conseguir!
Gosto imenso de ti minha B.



Faz bem à alma


Boa semana  (: