terça-feira, 16 de julho de 2013

A marca do R.


Hoje, falei com um sorriso, sobre um amigo. Com a mãe dele. Seria algo muito normal se esse meu amigo não tivesse falecido há cerca de 3 anos, duas semanas antes de completar 20 anos. Falei das suas traquinices, do anjo que ele tirou de casa para me oferecer na minha festa de anos, aquela que ele saiu às escondidas de casa porque estava de castigo. Falamos de quando ele me ia chamar a casa à hora de almoço para irmos juntos para a escola e as conversas que tínhamos ao portão. Falamos como ele andava a planear a festa dos seus 20 anos. Lembramos como ele era de sorriso fácil e era dos pouco que falava, passados anos, para toda gente da turma do liceu. Foi bom falar e relembra. Foi horrível presenciar o sofrimento daquela mãe. E eu que evitava falar com ela, dizia apenas olá ou bom dia, com medo de não saber que dizer. 
Depois desta conversa só me apetece dizer "foda-se a vida é tão curta". É o que toda gente diz, é usual ouvir isto, mas nem sempre sentimos isto. É uma frase feita mas nem sempre nos lembramos do quanto isto pode ser verdade. E hoje, eu relembrei que a vida é puta, cruel e que pode acabar hoje, amanhã ou quem sabe na próxima semana. Na vida nem tudo é mau, há tantas coisas boas. A morte é uma característica da vida, faz parte dela. E no meio do sofrimento que assisti, foi tão bom falar dele, foi tão bom ter coisas para lembrar, foi bom sentir saudades. Foi bom ter feito parte da minha vida e deixar-me a sua marca. Obrigada R. (:


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