segunda-feira, 1 de julho de 2013

Para ti, minha B.

Sei que te vais sentir importante ao leres isto. Mas tens razão para o sentires. Porque realmente o és. Mais do que pensas, mas do que te consideras. Mas não para mim. Aliás, não apenas para mim. E um dia vais perceber isso. Um dia...
Neste momento, por mais paneleiro e lamechas que isto pareça, sinto-te como uma criança, sinto-te como fosses um bocadinho de mim (porque sei tão bem o que estás a sentir). Sinto que te quero proteger, pegar em ti ao colo e não deixar nada de mal acontecer-te. Quero avisar-te, gritar-te "não vás por aí". Mas como o poeta diz "só vou por onde me levam meus próprios passos". E tu tens que dar esses teus passos, caminhar e fazer escolhas. As tuas escolhas, o teu caminho. O caminho não é cor-de-rosa como as tuas bochechas, o céu nem sempre é azul como os teus olhos. Pode ser cinzento, por vezes vai chover, mas quando chover tens que encontrar o sol por entre as nuvens. Tenta só imagina-lo e tudo te vai parecer um pouco menos cinzento, tenta ver formas nas nuvens, tenta imaginar-te andar sobre elas. E de menos cinzento (uma visão ainda pessimista), o céu vai passar a parecer-te mais iluminado. E sem dares conta, a tempestade passou, o vento acalmou e o mar bate calmamente na areia. Eu queria muito que chegasses ao teu destino sem te magoares, sem doer, sem lágrimas. Só com a tua gargalhada estridente como banda sonora do teu percurso. Mas isso não pode ser, não está certo. O caminho é mais importante que o destino final. Se não passares por ele como vais saborear o que de bom está para vir?
Não posso impedir-te de fazeres o caminho, nem posso evitar a tua dor. Não posso! E se calhar não quero. Porque tens que seguir os teus próprios passos. Mas posso ajudar-te a tentar ver as formas nas nuvens e a procurar o sol por detrás delas. Posso dar-te a mão e ajudar-te no caminho. Isso posso e com isso tu podes contar!
Tu vais conseguir!
Gosto imenso de ti minha B.



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