segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Não são coisas, são pessoas...

o melhor do locais onde nos sentimos bem. Porque são elas que nos fazem sentir bem.

Ontem fui ao cinema (adoro!) ver a o filme que todos falam, que tantas boas opiniões tenho ouvido, o Gaiola Dourada. Adorei. Adorei tudo naquele filme e pós filme. Caracteriza tão bem aquilo que nós portugueses somos, como se fossemos dotados de uma alma lusitana intrínseca em cada um de nós que nos remete quase de imediato para as palavras saudade, honestidade e generosidade. Sei que essa alma por vezes perde-se e é substituída por uma alma menos portuguesa e mais endiabrada, mas isso faz de nós um país em que tem carácter para compensar essas lacunas.
Ontem, quando a luzes se acenderam no fim do filme, eu vi pessoas contentes, pessoas que saíram do filme não pensativas, não caladas ou a criticarem. Mas a sorrirem. Aqueles sorrisos de quem pensa´com orgulho "é mesmo isto, nós somos assim.". Eu própria saí assim, pensei assim em cada situação do filme em que me identificava ou identificava alguém de família.
Portugal mais do que futebol, mais do fado, mais do que praia e uma extensa costa, mais do que crise politica e económica, mais do que corrupção (almas pouco lusitanas), Portugal é, como qualquer sítio, as pessoas que dele fazem parte. Portugal é a mensagem de saudade do fado, é o vibrar com o futebol que é uma amostra da intensidade com que as pessoas vivem, riem ou falam.