quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Amiga! Que me guia e come chocolate comigo

Minha Estrelata

Gosto tanto de ti! Mas tanto!
Hoje foi bom reencontrar-te... foi bom rir das desgraças. Foi bom ouvir-te, perceber que nada muda com o tempo que estamos afastadas, que a cumplicidade permanece e que posso ser eu quando estou contigo. Foi bom entender que és e serás alguém sempre importante, que me compreende e me abre a cabeça. Que me diz "sei lá... queria que tivesses fogo de artifício" (agora esta é a nossa cena privada para não ser só "aquele bocadinho").
Ver o quanto tudo mudou em tão pouco tempo. Crescemos tanto, já viste? Eu mudei tudo, coloquei-me em primeiro lugar, e tu tanto me dizias isso. Entrei em Mestrado, rio facilmente e aceito o que tenho e não tenho da melhor forma, mas sempre com um sorriso. Não deixei de ser quem era, a idealista e a menina certinha, apenas coloquei de parte o que quer ir embora... sei que me entendes. Se calhar não da maneira mais correcta, mas da maneira mais rápida e inconsciente e não sentimental. Não me arrependo... Até acho divertido uma vez na vida não ter sido racional e sentimental. Tu acabaste o curso, estás mais serena e com projectos. Continuas boa ouvinte.
Tenho saudades de quando vivíamos juntas, das músicas, das conversas, das cusquices, de eu não me calar quando querias dormir, do teu bacalhau à brás (sem estar cheio de óleo), das nossas danças ridículas, das gargalhadas, de ouvirmos os vizinhos e inventarmos histórias, de combinarmos o jantar e falarmos do nosso dia, de aguentarmos uma gralha e depois um zombie, e acima de tudo, de te ter perto para me ouvires.

Eu viajei para longe dos problemas... pensava eu! E nós rimos disso. A ironia da vida. E o que nos rimos disso, porque não há fogo de artificio, flores ou coraçõezinhos. Mas é bom achares que os mereço, mas não te preocupes nós colhemos os frutos do que semeamos, apenas estou com um problema de fotossíntese. Ando desde que me lembro a semear e a pensar e a agir com amor, algum dia receberei de volta alguma coisa que seja o fruto disso. Ainda me rio da conversa que tivemos, da tua cara a ouvires tudo como se fosse uma anedota. E no fundo é, onde é que eu me fui meter? Como saio disto agora? No fundo não, acho que está bem à superfície. Uma comédia, uma novela mexicana, um drama, um romance e já foi também um filme de terror. A minha vida já pertenceu a todos os géneros, e eu por vezes deixei de ser a actriz principal porque dei protagonismo a situações (não pessoas, porque essas têm o mesmo protagonismo) que não devia e agora sou eu a personagem caricata, verdadeira e principal (e lembro agora a música da Adelaide Ferreira - não digo que é uma comédia? só me lembro de coisas estúpidas). Hoje prevalece a comédia e o romance porque tenho sentido de humor e me rio com as situações, com amor. Sempre com amor. Apenas quero que assistas e vivas sempre de perto a este filme que é a minha vida. Porque tu tens nela um papel muito importante. Tu fazes parte do filme!

Tu não tarda viajas para longe também, mas quero que saibas que vou estar aqui para um bananinhas, para milka de chocolate de leite, para conversas e conversas. Para onde quer que vás, eu vou estar perto. Ou prometo que me vou esforçar para estar perto da melhor forma que conseguir. Não deixo o que é importante para mim e sou persistente, lembraste? Como dizias que isso podia ser mau às vezes, agora vou provar-te que é bom quando é feito com o coração.
Adoro-te pessoa!

Com carinho,
Chocolata

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