domingo, 15 de dezembro de 2013

Espírito Natalício e reflexões de fim de ano

O Natal está aí, com ele o final de ano. Começam as reflexão de fim de ano, sentimentalismos disfarçados de falsos valores para alguns, reflexões imbuídas de sentimentos verdadeiros para outros. Uma altura de pensar no que se passou e de anotar no papel os desejos para o próximo ano. Uma altura de pensar em concretizações, arrependimentos, tempo ganho ou perdido, nos "ses", desejos, sonhos, projectos. Um exame de consciência e uma idealização do futuro.
Não serei diferente, mas sei que há coisas que sempre valorizei e que não valorizo apenas nesta altura do ano. E essas "coisas" estão nas imagens que se seguem. 

A minha família, meu pilar, onde procuro conforto e com quem gosto de partilhar as minhas vitórias. Sempre, sempre. 
Abraços... já aqui escrevi que os adoro. São para mim importantes, essenciais quando chegam dos meus meninos e dos meus amigos.
Sonho, os meus sonhos... Não abdico deles, orientam-me e mostram-me sempre por onde devo ir quando fico em dúvida. Considero-me alguém sonhadora, no entanto, sou feliz com pequenas coisas, como este pequeno passeio num fim de tarde pela minha cidade de estudante com a melhor companhia.
Amor! Penso que basta ler alguns textos aqui do blog para perceber o quão este sentimento é importante, no quanto acredito nele e no quanto ele está presente em muito do que faço.







Estas são imagens da minha cidade de estudante. Da cidade que eu desprezava quando aqui vim parar, não gostava dela. Agora adoro, talvez pelas pessoas que esta cidade me "deu" e que certamente levarei para a vida. E, claro que nesta fase quase introspectiva, não consigo deixar de olhar para trás e ver o que ganhei até aqui, o que consegui ultrapassar, os momentos que vivi e que no fim o que mais deu sentido a tudo isso, foram sem dúvida, as pessoas. As surpresas foram muitas a partir do momento em que me permiti a ser surpreendida, os momentos foram e serão muitos desde que me permiti a vivê-los. O que ganhei? Mais uma vez... pessoas! Pessoas que fazem parte da minha vida, que passaram a integrar planos do presente e projectos futuros. E mais que isso, preenchem o meu passado recente de boas e ricas recordações.

P.S.: Adoro a lua na foto da árvore de Natal!



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Carta ao meu Futuro


Olá Futuro

Quando chegar a ti, este momento já será passado... grande constatação, super inteligente, não é? Não ligues. Talvez eu seja diferente quando aí chegar, quem sabe mais inteligente, não desesperes.
Espero que tenhamos uma boa relação e que ambos nos consigamos surpreender. Quem sabe ate nos daremos bem e teremos muito gosto em nos conhecer. Se não tivermos, paciência. Outro futuro virá a ser um outro meu Presente. E, lamento, não terei saudades tuas se assim for.
Sabes Futuro, eu gostava que eu  continuasse sonhadora como sou agora no Presente.Que continuasse a gostar de música, de ler e escrever e de rir. Rir muito. Gostava tanto de quando chegar ate ti ter a mesma determinação e conseguir concretizar algumas coisas que há muito sonho, como por exemplo trabalhar na área que quero, visitar Veneza. Gostava de criar um projecto para um sitio que me é muito especial. Quero ter sempre tempo para tudo o que me é importante: família, amigos e para mim própria. Quero muito olhar para ti e gostar de ti e pensar que aqueles que te seguirão, serão tão positivos quanto tu. Recheados de alegrias e aprendizagens. Sabes do que gostava mesmo? Assim um devaneio... gostava de poder ser uma tia/madrinha maluca para os meus sobrinhos e afilhado, leva-los a comer porcarias, ao cinema, teatro... no Verão leva-los a acampar e a comer muitoooos gelados... Espero que me permitas isso, para o que o teu amigo Passado seja para eles algo bom e que eu tenha lá uma presença bem animada. Ah, gostava de conduzir melhor e ser menos distraída, pode ser? Quero ter uma vespa azul para passear no Verão.
Sei que quando nos conhecermos talvez eu tenha gostos diferentes, mais maduros e mais requintados, mas sei que vou continuar a gostar das coisas mais simples... de cozinhar, de ir à praia, do colo dos meus pais, dos abraços dos meus meninos, de estar tardes à lareira, de andar a pé, de café e torradas, de conversas, de conversas tardias, de chocolate, de ouvir música e ler, de dar presentes, da lua e de tardes ao sol. Eu sei que sim, que vou continuar assim!
Futuro, confesso que estou ansiosa por te conhecer e por estar perto de ti. Mas uma ansiedade boa porque sei que te vou aproveitar e saborear muito bem. Não quero certezas do que vai acontecer, do que tens para me oferecer. O factor surpresa é mais aliciante.

Uma coisa eu sei, no futuro haverá lua. E dias de sol e outros de chuva... e isso para já basta-me.

Até já, meu querido e apetecível Futuro!




domingo, 1 de dezembro de 2013

Dezembro


Dezembro é um mês agridoce. Ora um mês de festejo, ora um mês que me lembra mortes e em que faz anos que as mortes aconteceram. Morreram-me pessoas e coisas em Dezembro. A vida como eu a conhecia mudou em Dezembro. O primeiro Natal sem aquilo que partiu, o primeiro fim de ano sem isto ou aquilo. O fim dum ano, num novo começo de vida. Fazer a reflexão sobre o ano que passou, com uma morte tão recente.

Este Dezembro será diferente, será um mês de festejar o que tenho e lembrar com carinho quem partiu.
Neste Dezembro eu também sou diferente, sou alguém que já fez o luto, já aprendeu a viver feliz sem o que me fazia falta, sou positiva e sei que vai ser diferente. Vai ser um fim dum ano em que tenho muito para festejar. E tenho a coisa mais importante para festejar... a vida! Clichê ou não, aprendi a festejar a vida. E só aprendi isso porque vivi as mortes de Dezembro.
A morte não é má. Perder uma coisa não quer dizer que seja para sempre, porque apenas a perdemos como ela era até então, depois aquilo que morreu renasce melhor, diferente. Mas sim, morre na forma como a conhecíamos. Por isso, a morte pode ser boa e acrescentar muito em nós. Mais força, mais determinação e mais positivismos. Dezembro ensinou-me que a morte é um fenómeno necessário.

Este Dezembro vai ser apenas doce.